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Projeto e Calendário da Filantropia

Já estão disponíveis o texto do projeto filantrópico para 2009. As coordenadoras do projeto são Cecílica e Luana. Para obter mais detalhes clique com o botão direito no link abaixo e salve o arquivo zipado com o Projeto 2009 da Filantropia e o Calendário de En...

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1-Projeto e Calendário da Filantropia

2-SUCESSO!!! CAMPANHA 2008 ENCERRADA!

3-PARABÉNS CAMINHEIROS!

4-ATENÇÃO, CESTAS 2008

5-Caminho da Luz 31:Depoimentos

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::..Escola de Filosofia Espiritualista Raios do Amanhecer..::..
"...não jogai as vossas pérolas ao porcos!" - não banalize a informação séria e sadia.
As histórias reunidas nesta página são histórias-ensinamentos desta milenar tradição. Como metáforas do comportamento humano, estas histórias nos conduzem através de seus personagens, elementos e lugares, a uma experiência de aprendizagem rica em criatividade, ampliando recursos e capacidades potenciais.
 ARTIGOS DIVERSOS
:::...BomDiaEFE....:::
O Homem Cuja Vida Era Inexplicável
 
Era uma vez um homem chamado Mojud. Ele vivia numa cidade onde havia conseguido um emprego como pequeno funcionário público, e tudo levava a crer que terminaria seus dias como Inspetor de Pesos e Medidas.
Um dia, quando estava caminhando pelos jardins de uma antiga construção próxima à sua casa, Khidr, o misterioso guia dos sufis, apareceu para ele, vestido em um verde luminoso. Então Khidr disse:
- Homem de brilhantes perspectivas! Deixe seu trabalho e se encontre comigo na margem do rio dentro de três dias.
E, assim dizendo, desapareceu. Excitado, Mojud procurou seu chefe e lhe disse que ia partir. Todos na cidade logo souberam desse fato e comentaram:
- Pobre Mojud. Deve ter ficado louco.
Mas como havia muitos candidatos a seu posto logo se esqueceram dele. No dia marcado Mojud encontrou-se com Khidr, que disse:
- Rasgue suas roupas e se jogue no rio. Talvez alguém o salve.
Mojud obedeceu, embora se perguntasse se não estaria louco. Como ele sabia nadar, não se afogou, mas ficou boiando à deriva por um longo trecho antes que um pescador o recolhesse em seu bote, dizendo:
- Homem insensato! A corrente aqui é forte. Que está tentando fazer?
- Na realidade eu não sei - respondeu Mojud.
- Você está louco - disse o pescador. - Mas o levarei à minha cabana de junco próximo ao rio e veremos o que se pode fazer por você.
Quando o pescador descobriu que Mojud era bem instruí-do, passou a aprender com ele a ler e a escrever. Em troca Mojud recebeu comida e ajudou o pescador em seu trabalho. Alguns meses depois Khidr reapareceu, desta vez junto à cama de Mojud, e disse:
- Levante-se e deixe o pescador. Será provido do necessário.
Vestido como pescador, Mojud imediatamente deixou a cabana e perambulou sem rumo até encontrar uma estrada. Ao romper da aurora viu um granjeiro montado num burro.
- Procura trabalho? - perguntou o granjeiro. - Estou precisando de um homem que me ajude a trazer algumas compras.
Mojud o acompanhou. Trabalhou para o granjeiro durante quase dois anos, quando aprendeu muito sobre agricultura, mas pouco sobre outras coisas.
Uma tarde, quando estava ensacando lã, Khidr fez nova aparição e disse:
- Deixe esse trabalho, dirija-se à cidade de Mosul e empregue as suas economias para tomar-se mercador de peles.
Mojud obedeceu. Em Mosul tomou-se conhecido como mercador de peles, sem voltar a ver Khidr durante os três anos em que exerceu seu novo ofício. Tinha reunido uma considerável quantia e estava pensando em comprar uma casa quando Khidr lhe apareceu e disse:
- Dê-me seu dinheiro, afaste-se desta cidade rumo à distante Samarkanda e lá passe a trabalhar para um merceeiro.
Foi o que Mojud fez. Logo começou a demonstrar sinais incontestáveis de iluminação.Curava os enfermos e servia a seu próximo tanto no armazém como nas horas de lazer. Seu conhecimento dos mistérios da vida se tomou cada vez mais profundo. Sacerdotes, filósofos e outros o visitavam e indagavam:
- Com quem você estudou?
- É difícil dizer - respondia Mojud.
Seus discípulos perguntavam:
- Como iniciou sua carreira?
-Como um pequeno funcionário público - respondia.
- E você deixou seu emprego para dedicar-se à automortificação?
- Não. Simplesmente o deixei.
Eles não podiam compreendê-lo. Pessoas o procuravam para escrever a história de sua vida.
- O que você foi, em sua vida? - perguntavam.
- Eu me atirei num rio, me tomei pescador e, no meio de uma noite, abandonei uma cabana de junco. Depois disso me converti em ajudante de um granjeiro. Enquanto estava ensacando lã, mudei de idéia e fui para Mosul, onde me tomei vendedor de peles. Lá economizei algum dinheiro, mas o dei. Caminhei para Samarkanda, onde trabalhei para um merceeiro. E aqui estou agora.
- Mas esse comportamento inexplicável não esclarece de modo algum seus estranhos dons e maravilhosos exemplos - diziam seus biógrafos.
- Assim é - dizia Mojud.
Então os biógrafos teceram uma história maravilhosa e excitante em tomo da figura de Mojud, porque todos os santos devem ter suas histórias, e a história deve estar de acordo com a curiosidade do ouvinte, não com as realidades da vida.
E a ninguém é permitido falar de Khidr diretamente. É por isso que esta história não é verídica. É a representação de uma vida. A vida real de um dos maiores santos sufis.
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O Rei, o Sufi e o Cirurgião
 
Na antigüidade um rei da Tartária foi pescar acompanhado pelos nobres da corte. No caminho cruzaram com um abdal (um sufi errante, ‘um transformado’ ), que proclamava em voz alta:
- Àquele que me der cem dinares retribuirei com um conselho que lhe será útil.
O rei se deteve e disse:
- Abdal, que bom conselho me dará em troca de cem dinares?
- Senhor, primeiro ordene que me sejam dados os cem dinares, e imediatamente o aconselharei – respondeu o abdal.
O rei assim fez, esperando dele alguma coisa realmente extraordinária. Mas o dervixe se limitou a dizer-lhe:
- Meu conselho é: ‘Nunca comece nada sem ter pensado no resultado final do que for fazer.’
Ao ouvir estas palavras, não só os nobres, mas todos os que estavam presentes riram com gosto, comentando que o abdal tivera razão ao tomar o cuidado de pedir o dinheiro adiantado.
- Vocês não tem razão – objetou o rei – em rir do excelente conselho que o abdal acaba de me dar. Certamente ninguém ignora o fato de que se deve pensar antes de fazer alguma coisa. Mas todos cometemos o erro de esquecer isso, e as conseqüências são trágicas. Eu dou muito valor ao conselho do dervixe.
Procedendo de acordo com suas palavras, o rei decidiu não apenas ter o conselho sempre presente, mas mandou também escrevê-lo com letras de ouro nos muros do palácio e até gravá-lo em sua bandeja de prata.
Não muito mais tarde um cortesão intrigante e ambicioso concebeu a idéia de matar o rei. Para tanto, subornou o cirurgião real com a promessa de nomeá-lo primeiro-ministro se introduzisse no braço do rei uma lanceta envenenada.
Quando chegou o momento em que era necessário colher sangue do rei na bandeja de prata foi colocada sob o braço dele.
O cirurgião não pôde deixar de ler: ‘Nunca comece nada sem ter pensado no resultado final do que for fazer.’ Depois de ler, o cirurgião se deu conta de que se fizesse o que o cortesão tinha lhe proposto, e este subisse ao trono, simplesmente o cortesão poderia mandar executá-lo imediatamente, e assim não precisaria cumprir o trato.
O rei percebendo que o cirurgião estava tremendo lhe perguntou o que havia de errado com ele.
O cirurgião confessou imediatamente.
O autor do complô foi preso, e o rei perguntou aos nobres e cortesões que estavam com ele quando o abdal deu seu conselho:
- Ainda riem do dervixe?
Do livro: Histórias da Tradição Sufi - Editora Dervish
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Shiblí e o Cachorro
 
Perguntaram a Shiblí: "quem foi o primeiro a guiar teus passos no caminho do umbral divino?" Ele respondeu: "Certo dia , vi um cão à borda da água morrendo de sede. Quando mirava a superfície da água, via seu próprio reflexo, que ele acreditava tratar-se de outro animal; diante daquela imagem, sem beber fugia.
Finalmente a sede lhe fez perder todo conhecimento, e com ele, a paciência; de um salto se jogou na água, e no mesmo instante, o outro cachorro desapareceu.
Desaparecido aquele cão diante de seus próprios olhos, se esfumou entre ele e seu desejo, aquele obstáculo que não era senão ele mesmo.
Assim, é como desapareceu o obstáculo que se elevava diante de mim; sem dúvida alguma, quem foi assim aniquilado não foi outro senão meu eu. Desta maneira fui salvo; meu primeiro guia no Caminho foi um cachorro".
Desvanece também tu, da frente dos teus olhos. O obstáculo que te impede avançar é o teu eu; faça-o desaparecer.
O menor apego a teu eu é uma pesada corrente que trava teus pés. Se sentes a necessidade constante de Sua presença embriagadora, nunca voltes a ti. Esse é todo o vinho que precisas.
Não regresses a ti; renuncies a teu eu, a abnegação de si é "luz sobre luz".
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A Mulher e o Cachorro
 
Disse o Profeta (s.a.w.): "Havia uma mulher de costumes depravados, pecadora impúdica, manchada. Certo dia atravessando o campo, viu um cão ofegando de sede, com a língua de fora, à borda de um poço. Com grande ternura, renunciou ao que iria fazer.

Usando seu sapato por cubo e sua capa por corda, colheu água e lhe deu de beber. Por esta boa obra, Alláh a exaltou em ambos os mundos.
Na noite de minha ascensão, a vi, bela como a lua, morando no paraíso". Uma mulher depravada recebeu de Alláh tão grande recompensa por ter dado de beber a um cachorro. Se, por um instante, consolas o coração alheio, teu reconhecimento será maior que os dois mundos.
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O Sábio, o Sufi e o Cachorro
 
Um sufi, vestido com seu manto de lã burda, passava por uma rua. Bateu num cachorro com sua bengala, rompendo-lhe uma patinha. O animal saiu uivando e foi aninhar-se aos pés do sábio Abu Saaid, pedindo justiça.
O sábio disse ao sufi: ‘Como te permitistes fazer tanto dano a este pobre ser?"
Respondeu o sufi: "Oh sábio, a culpa foi do cachorro, não minha! Se bati nele, foi porque manchou-me a roupa." O cachorro, porém, gemia cada vez mais. Disse-lhe o sábio: "Em compensação, o que posso te dar para diminuir tua dor? Se não queres que eu assuma a culpa desse sufi, farei castigá-lo para que tenhas justiça."

"Oh sábio sem igual - respondeu o cão - ao vê-lo vestindo o manto sufi, tive confiança nele. Jamais imaginaria que fosse me machucar. Sem o manto, o teria evitado. Esse foi meu erro. Se queres castigá-lo, tira-lhe a roupa reservada aos justos, para que ninguém mais se engane com sua aparência."
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Shiblí e o Padeiro
 
Um padeiro havia ouvido falar do célebre Abu Bakr al- Shiblí e desejava ardentemente conhecê-lo. Um dia, Shiblí foi a sua padaria e, sem esconder-se, pegou um pão. O padeiro, que nunca o havia visto, avançou sobre ele, tomou-lhe o pão das mãos, dizendo-lhe: "Vá, mendigo, meu pão não é para ti". Shiblí se foi. Então, alguém disse ao padeiro: "Não sabes que este homem é Shiblí? Como lhe negas o pão?" Morto de vergonha, o padeiro correu atrás de Shiblí, o alcançou e jogando-se a seus pés pediu-lhe mil desculpas. Shiblí disse-lhe: "Se queres ser perdoado, prepare um banquete para amanhã, e chame muitos convidados".

O padeiro apressou-se a armar uma festa suntuosa, convidando grande número de pessoas e anunciando a presença de Shiblí. Quando este chegou, todos sentaram-se para comer.
Um homem piedoso perguntou-lhe: "Como se pode discernir entre um homem bom e um homem mau?" Shiblí respondeu: "Se queres ver a um homem mau, olha nosso anfitrião: por mim, gastou cem moedas de ouro; por Alláh, não queria dar um pão. Ao invés de entregar-se a gastos de loucura para um homem célebre, mais lhe valeria dar um pão com doçura a um mendigo. Parecer homem generoso não é nada; o que conta é a pureza da intenção".
(Farid ud-Din Attar, O Livro divino)
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A Peregrinação
 
Um dia, quando o Shaykh Abd Allah Mubarak (736-798) encontrava-se em Makka, viu em sonhos dois anjos descerem dos céus, perguntando-se quantos peregrinos haviam acudido aquele ano: "Seiscentos mil", disse um deles. "E quantos há cuja peregrinação tenha sido aceita?" "Nem um sequer", respondeu o outro anjo. "Entretanto, acrescentou, há em Damasco um sapateiro chamado Ali ibn Mufiq, que não efetuou a peregrinação em pessoa; pois bem, sua peregrinação foi aceita e lhe foi concedida a graça dos seiscentos mil peregrinos".

Quando despertou, o shaykh decidiu ir à Damasco conhecer aquele sapateiro. Finalmente o encontrou e lhe contou seu sonho.

Era um ancião que, ao ouvir aquele relato, começou a chorar. Contou que trinta anos antes, após haver poupado, a custa de grandes penas, trezentas e cinquenta moedas de ouro para ir a Makka, soube que seus vizinhos passavam fome. Então, entregou-lhes a soma dizendo-lhes: "Tomem o dinheiro para atender a vossos gastos, esta será a minha peregrinação".
(Farid ud-Din Attar, O Memorial dos Santos)
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História de um Burro e um Sábio
 
Alguém, jogado na rua, chorava dizendo: "Quem, neste deserto, está mais angustiado que eu?"
Um burro de carga respondeu: "Oh insensato, durante quanto tempo lamentarás a tirania do destino? Vá embora e agradece que apesar de que não montes num asno, você não é um burro sobre quem os homens montam".
(Shaykh Saadi de Shiraz, Al-Bustan, "Jardim de Frutos")
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História de um Glutão
 
Na companhia de alguns religiosos mendicantes, entrei num palmeiral de tâmaras em Basora. Entre eles havia um glutão. Disposto à ação subiu a uma palmeira, e caindo de cabeça, morreu. O chefe da cidade perguntou: "Quem matou esse homem?" "Fica tranquilo amigo -respondi-, caiu duma rama por causa do peso do seu estômago".
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História Ilustradora da Loucura e do Indigno
 
O insolente mendigou a um homem piedoso, mas este não tinha dinheiro na sua casa. Caso contrário teria jogado ouro nele, como se pó fosse. O espertalhão, portanto, saiu e começou a insultá-lo na rua. O olho de quem encontra faltas, não enxerga méritos. Que consideração tem, quem atuou desonestamente, para com a honra do outro?
Sendo informado dos seus impropérios, o homem piedoso sorriu e disse: "Está bem, ele apenas numerou poucas, das minhas más qualidades. O mal que supôs em mim, sei, certamente, que o tenho. Somente faz um ano que me conhece, como pode saber as faltas de meus setenta anos? Ninguém senão o Sapientíssimo sabe de minhas faltas melhor do que eu. Nunca conheci alguém que me atribuísse tão poucos defeitos. Caso ele testemunhe contra mim no dia do Juízo, não terei medo. Se ele, que pensa mal de mim, procura revelar minhas faltas, di-lhe que venha e tome nota de mim." Seja humilde quando o véu da tua reputação é arrancado. Se um cântaro fosse feito do pó dos homens, os caluniadores o esmagariam a pedradas.
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